22/05/2026
Minha história começou no quarto de visitas da casa da minha avó.
Enquanto minhas primas brincavam de boneca e inventavam histórias, eu inventava casas. Cada quadrado do piso virava um cômodo. Cada móvel da Polly abria um universo de possibilidades. Na época parecia só uma brincadeira boba. Hoje eu entendo que ali começava uma obsessão silenciosa - uma que acabaria definindo a minha vida.
Com o tempo, percebi que minhas memórias raramente estão presas em datas ou acontecimentos. Elas vivem nos espaços. Na luz que entra pela janela no fim da tarde. Na sensação que um ar-condicionado traz em um dia quente. No conforto quase imperceptível de um móvel no lugar certo.
Lembro do meu primeiro dia em uma escola nova. Eu tava ansioso. Tudo parecia estranho. Mas o que mais ficou comigo nem foi o medo em si, foi a sensação de que o lugar tava escuro demais. Levei dias para me acostumar com aquela luminosidade. E foi ali que algo fez sentido para mim: e se aquele ambiente tivesse sido pensado com cuidado? Talvez aquele primeiro dia tivesse sido mais leve!
Quando chegou a hora de escolher uma profissão, pensei em design de interiores. Mas escolhi arquitetura e urbanismo porque queria ir além. Queria entender mais. Queria poder fazer mais. Com os anos fui me especializando em design de interiores e digo para vocês:
Foi a escolha certa.
Hoje, na Curva, tenho liberdade para criar ambientes que respeitam a história de quem vive neles. Espaços que acolhem a rotina, a personalidade e até a saúde mental de cada cliente.
Sempre que possível, evitamos reformas desnecessárias. Mas, quando elas fazem sentido, conduzimos tudo com atenção, porque transformar uma casa não deve significar transformar a vida em caos, hehe. (A vida cotidiana já é difícil o suficiente!)
Não sei se foi curiosidade ou destino que me trouxe até aqui...
Mas hoje tenho certeza do meu PROPÓSITO:
criar espaços que deixem a vida mais calma, mais prática e mais feliz. Porque, no fim, é dentro deles que a vida de verdade acontece.