15/05/2025
Na faculdade de arquitetura se fala muito sobre utilizar transporte coletivo e priorizar sempre essa modalidade de transporte. Ontem tive essa oportunidade. Pela primeira vez, eu andei no metro/vlt.
Cheguei na estação e não sabia bem como começar. Na bilheteria, a moça só queria dar vazão aos outros que estavam na minha frente. Sem muita paciencia, foi dizendo que o qrcode tava na tela e que não tinha internet, eu teria que ir próximo a escada pra poder concluir a transação. Assim o fiz e ela me entregou um cartão, tirado de uma pilha deles.Na catraca, tentei passar o cartão no leitor azul, no sensor e nada. O Guarda riu, olhou pra mim como quem vê essa cena todos os dias e disse: "esse cartão é de uso único, tem que colocar ele aqui". Assim o fez e eu entrei.
Já tinha visto a estação de fora várias vezes e uma vez tinha chegado até a bilheteria, mas a partir daquele ponto, eu nunca tinha ido. Desci mais uma escada rolante e me deparei com três cadeiras de plástico, onde jovens aguardavam. Uma moça zumbi que só queria ter dormido mais um pouco. Um homem trans com seus fones, que mais parecia querer estar em uma outra realidade. E um rapaz de cabelos longos com sua grande mochila, que parecia bem confortável. Perguntei qual era o lado da estação em que passava o metrô que ia para Maracanau e eles me responderam que era do lado Carlito Benevides.
Aguardei o Vlt, que de longe já anuncia a sua chegada, num barulho forte e intenso de frenagem, de ferro arranhando ferro. Aguardei ele parar e as portas se abriram. Entrei e fiquei confusa para escolher o lugar para sentar. Estava vago. Um ou outro rosto sentado denotava o cansaço ou enfado da vida comum.
O trem (estava me segurando para usar essa palavra) segue em frente. Vencendo um túnel curto e mal iluminado. E logo chega na próxima estação e na outra e na outra. Num intenso entra e sai de pessoas, ele vai lotando. Uma dança das cadeiras elegante, silenciosa e natural. Tive a sensação que tudo se encaixa.
Nervosa sem saber onde ia descer, coloquei no mapa e fiquei acompanhando. Foi mais ef**az, já que algumas janelas estão com os vidros embaçados e não é possível ver bem o exterior.
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