16/05/2024
Desde a minha infância em uma pequena cidade do sul de Minas Gerais, eu sempre soube que havia algo diferente em mim. Meu fascínio por cores, formas e tecnologia me destacava entre os demais. Eu era aquele garoto que, brincava lá fora, mas também ficava em casa mergulhado em um mundo de desenhos e pinturas, criando universos inteiros com as pontas dos dedos.
Quando concluí o ensino médio, não hesitei em perseguir minha paixão pelo design, e foi assim que me vi deixando o conforto da minha cidade natal para enfrentar um novo mundo no interior de São Paulo, onde comecei a faculdade de Design Gráfico. Mas a sede por novas experiências logo me tomou, e decidi pausar meus estudos para aprender inglês e explorar culturas pelo mundo. Foi um ano sabático que expandiu meus horizontes e me mostrou que o conhecimento não está apenas nos livros, mas também nas ruas de cidades desconhecidas e em experiências de vida com pessoas do mundo todo.
Retornei ao Brasil com uma bagagem cheia de vivências e concluí meu curso em Design Gráfico. No entanto, a pressão por uma carreira mais “rentável” me levou a um caminho que parecia promissor: a Engenharia Elétrica. Mudei-me novamente, desta vez para mergulhar em cálculos e circuitos. Eu estava envolvido com a empresa júnior e inúmeras atividades extracurriculares, mas uma voz no fundo do meu coração sussurrava que eu não pertencia àquele mundo.
O desconforto cresceu até se tornar insuportável, e foi então que encontrei a coragem para redirecionar minha jornada mais uma vez. Transferi-me para o curso de Arquitetura e Urbanismo, e foi como se todas as peças do quebra-cabeça da minha vida finalmente se encaixassem. Ali, entre maquetes e projetos, eu descobri meu verdadeiro propósito: criar espaços que refletissem a essência e os sonhos das pessoas.