26/02/2026
Mais que crise climática é crise URBANA! Morei em JF até concluir minha graduação, como muitas cidades em Minas e no Brasil Juiz de Fora tem topografia natural de morros com o agravante de especulação imobiliária irrestrita nas últimas décadas, planos diretores cada vez mais permissivos na "cidade formal" permitindo taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento absurdos, destruindo o pouco de áreas verdes e impermeabilizando solo, por outro lado na "cidade informal" a população carente é empurrada para ocupação de morros e encostas pois praticamente não existem projetos habitacionais de acesso popular, negligências do poder público e do empresariado na ocupação predatória do território natural. O impacto dessa e de futuras chuvas poderia ser muito amenizado se nossas cidades fossem de fato planejadas e civilizadas, em se tratando de urbanismo nos acostumamos ao absurdo, jogar a conta somente nos "extremos climáticos" é negar nossa incapacidade de construir cidades resilientes, vide o belo legado deixado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu e seu conceito de cidades esponja, realidade distante anos luz do imediatismo de "soluções" e caos urbano que vivemos no Brasil. A CRISE MAIOR NÃO É CLIMÁTICA, É HUMANA E URBANA.
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Img 26/6/2026 - Bairro Jd. Glória - JF/MG