05/05/2024
Triste é saber que a tragédia no Sul não servirá de lição para os políticos irresponsáveis que pensam só na eleição seguinte...
Uma das saídas é o Planejamento Urbano pensado de médio a longo prazo. Investimento em infraestrutura é imprescindível. O planejamento também evita ocupações do solo irregulares, e assim proporcionando a preservação da natureza que quando agredida, é vingativa e sem um pingo de piedade.
Com planejamento é também garantido o acesso à moradia. Quando Estado se omite, as pessoas buscam a solução mais rápida e conveniente. Disso, surgem as ocupações em encostas com inclinações acima do permitido por lei. Essas construções geram desmatamento que acarretam a inconsistência do solo e, como consequência, os deslizamentos.
No Rio de Janeiro, os deslizamentos viraram tradição. As ações não podem ser apenas reativas, e sim preventivas.
Falta-nos inteligência ou profissionais capacitados? Não! Falta é vergonha na cara desses "aristocratas" que celebram a bem-sucedida corrupção nos seus convescotes. Discutem o futuro do país entre quatro paredes em Lisboa ou Londres. Bem longe do povo! Quanto mais longe melhor. E depois vêm falar em defesa da democracia, como se isso devesse ser resumido ao voto...Aliás, nem isso tem lisura...
Um exemplo de prevenção vem dos EUA. É o canal de Los Angeles: o leito do rio foi retificado e transformado em um canal largo e profundo, revestido por concreto num trecho de 80 quilômetros.
O canal foi dimensionado para receber um grande volume de águas de chuva, começando com uma largura de 80 metros e chegando a 120 metros no trecho final. A correnteza pode chegar a uma velocidade de 50 km/h, característica que permite a drenagem rápida de grandes volumes de água de chuva. Uma vez concluído o canal principal de drenagem, sistemas locais nos bairros foram construídos e melhorados evitando tragédias.