01/10/2018
Por muitos anos, fomos ensinados que "política não se discute". Relegamos a gestão pública a uma casta estranha à população: os "políticos", sempre "todos farinha do mesmo s**o", todos sempre terríveis, embora sempre presentes.
Porém, como disse Platão: "[...] o maior castigo consiste em ser governado por alguém ainda pior do que nós, quando não queremos ser nós a governar...", e tal realidade se nos apresenta uma verdade incontestável em face dos últimos anos vividos no Brasil.
Hoje, num sistema rachado pela ruptura do Estado Democrático de Direito, pela ridicularização dos poderes, pela desconfiança e desespero, muitos de nós desempregados, volta da fome, crescimento da violência, retorno de doenças antes erradicadas, o medo pode nos levar ao abandono do sonho da Democracia, fazendo-nos flertar com a anomia e caos ou, ainda pior, com o autoritarismo (como escreveu Chico Buarque, "filha do medo, a raiva é mãe da covardia").
Mas não. Não podemos nos render aos absurdos da negação de nosso poder enquanto indivíduos, enquanto povo, enquanto sociedade. Não podemos admitir tortura e assassinatos como resposta à violência; não podemos concordar com guerra civil, pela liberação indiscriminada de armas, como caminho para a paz; não podemos aceitar o ódio como resposta aos desabafos de grupos historicamente oprimidos, os quais lutam pela restauração de sua dignidade social.
Visando este desejo de reformar nossa confiança no espírito democrático, convidamos você, e quem mais tiver interesse, a dar o primeiro passo numa nova vida social atenta, consciente da responsabilidade dos cidadãos na execução da gestão pública, sabendo quanto valem ouro nossos votos se pretendemos que algo verdadeiramente mude para melhor.
Com isso, iniciamos um trabalho custoso, orientado ideologicamente sim - já que isenção é uma mentira -, mas voluntário, ansioso por ajudar.
Por tal, na de hoje, conheça a discrepância entre a prática e o discurso de Jair Bolsonaro, candidato pelo Partido Social Liberal, o PSL.
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Projeto gráfico e Direção de Arte: Sandro Barroso
Redação: Mario Feitosa
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Veja também:
- Geraldo Alckmin (PSDB) /Ana Amélia:
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- Marina Silva (REDE) /Eduardo Jorge:
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- Lula (PT) /Fernando Haddad:
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- Ciro Gomes (PDT) /Kátia Abreu:
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Para saber mais:
- Reforma trabalhista: https://veja.abril.com.br/politica/para-bolsonaro-e-melhor-menos-direitos-trabalhistas-que-perder-o-emprego/
- Dinheiro da JBS: https://www.youtube.com/watch?v=D62y7u04-U8
- Quase 1000$ em auxílio-moradia: https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-esse-dinheiro-de-auxilio-moradia-eu-usava-pra-comer-gente-ta-satisfeita-agora-ou-nao/
- Tempo de Congresso:
https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-aprova-dois-projetos-em-26-anos-de-congresso,70001900653
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-Chamada para ação: , , Curta:
-Fotografias do candidato Jair Bolsonaro e de seu vice, General Mourão, com tarja de censura sobre os lábios. Ambos flutuam (em tons de cinza) sobre um fundo branco.
-Título da campanha:
-Título da peça: Jair Bolsonaro
-Texto principal: Contrariando todo seu percurso na longa vida pública, apresenta uma proposta radicalmente diferente daquela de poucos meses atrás, com promessas de diminuir o Estado, embora insista na manutenção de privilégios como os custos altíssimos do exercício de parlamentares. Num programa praticamente secreto, nada sólido é exposto: o futuro repousa numa procuração a seus famigerados “Postos Ipiranga”.
- Tópico 1: "[...] É melhor menos direitos e emprego do que todos os direitos e desemprego"
Pense: Sem os direitos trabalhistas, não há nada que impeça a exploração dos trabalhadores, como no passado.
- Tópico 2: "Lavou" R$ 200.000,00 da JBS no fundo partidário. Pense: Beneficiou-se mesmo assim, tendo sua campanha financiado por esse dinheiro.
- Tópico 3: " Eu vou morar numa mansão, não vou pagar segurança, não vou pagar IPTU, no meu eu pago".
Mesmo possuindo imóvel próprio, recebeu quase um milhão de reais em auxílio-moradia, dinheiro que poderia servir a propósitos muito melhores num país necessitado como o nosso.
- Tópico 4: Em 27 anos de Congresso, só aprovou dois projetos de lei.
Você passaria 27 anos pagando a um pedreiro para que construa duas casas padrão? Como é possível ser a "mudança" sem nunca ter feito nem o básico (custando muito caro)?
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