02/03/2026
Quando eu era criança, eu brincava de mudar a escala do mundo.
Talvez ali tenha começado o que hoje me move:
a inquietação com o óbvio.
A previsibilidade me incomoda.
Quando a gente olha um prédio e sabe exatamente onde está o banheiro,
não é só uma janela que denuncia um padrão.
É uma forma de projetar que se acostumou a repetir.
E repetir demais cria cidade automática.
Cria moradia automática.
Cria experiência automática.
Questionar isso não é capricho estético, mas sim entender que arquitetura não precisa obedecer o padrão só porque ele existe.
Para mim, é justamente o contrário:
é interromper o automático.
Se você também se incomoda com o óbvio,
talvez a conversa faça sentido.