Fernanda Seleme Arquitetura

Fernanda Seleme Arquitetura Escritório de Projetos Arquitetônicos Fernanda Seleme Arquitetura

O quanto maravilhoso é começar o ano com projeto novo? Estudo de projeto desenvolvido para um cliente muito muito especi...
27/02/2019

O quanto maravilhoso é começar o ano com projeto novo?

Estudo de projeto desenvolvido para um cliente muito muito especial. Um casal com espirito jovem, queridos, e com algumas necessidades que deveriam ser atendidas em sua nova residência.

Uma coisa interessante na concepção do projeto foi analisar o bairro e principalmente a rua e perceber que havia outras residências bem cuidadas e com projetos mais elaborados. Isso deu mais liberdade na hora de criar pois o impacto no entorno imediato seria amenizado, o que gera um certo conforto em saber que você e o bairro se comunicam em pé de igualdade, valorizando os espaços existentes.

A gente tá feliz demais com esse projeto.
Gostaria de agradecer imensamente o meu amigo Willian Pietrowski pela produção das imagens.

06/12/2018

ENTÃO VAMOS LÁ!

O primeiro ponto a ser abordado é a relação quase que íntima entre o arquiteto e o cliente. Para isso, é mais adequado desassociar a ideia de cliente pagante e focar em cliente como usuário. Existem inúmeros tipos de usuários de inúmeros tipos de edificações e usos, por tanto, é providencial identificar quem são essas pessoas e começar a entendê-las. Nesse sentido, se a lógica é que cada ser humano é diferente um do outro, podemos concluir que cada um terá anseios, vontades e necessidades diferentes. Portanto, a quebra de padrões nesse ponto é fundamental para o processo do arquiteto, aquilo tudo o que nascemos e crescemos acreditando que era o certo, o tradicional e o normal, começa a ser deixado de lado e então os velhos macetes se tornam aspectos individuais e únicos para cada novo projeto.

O próprio processo evolutivo da humanidade ao longo das gerações alterou significativamente o entendimento e a percepção do espaço, sendo um comportamento nitidamente cultural, aprendido com o acúmulo da experiência humana. Quer um exemplo? Nos primórdios da civilização, a caverna era ocupada como abrigo para se proteger das chuvas, animais e intempéries. Ao longo dos anos, essa mesma caverna se transformou em um espaço construído pelo homem e junto a isso houve também a evolução da tecnologia, o que proporcionou abrigos cada vez mais elaborados, sendo eles o resultado do processo de aquisição, acúmulo e desenvolvimento da experiência que uma geração passou a outra através da educação e da história, ou seja, da cultura. A sua essência continua lá, uma casa é um abrigo. Mas é apenas um abrigo? A resposta é não. Ela abriga também outras funções, sonhos, famílias, experiências, amigos, supre necessidades, traz segurança e o conforto de um lar. A minha casa é diferente da sua, por tanto, o arquiteto não pode e não deve fazer arquitetura para si, se não para o usuário.

Chamamos isso de BRIEFING, o primeiro contato que o arquiteto tem diretamente com o usuário, na intenção e expectativa de extrair o máximo de informações possíveis a respeito dele. Se deixem levar por uma conversa calma e sem hora para acabar, e de preferência tomando um bom café. Pergunte, mas sobretudo escute. Você será capaz de direcionar a conversa a favor do que precisa saber para iniciar o projeto e pode ser que o seu usuário ache isso invasão de privacidade. Mas como vou saber se o casal dorme em quartos separados se eu não perguntei? Que a Buba, a Lulu da Pomerânia da família, a caçula da casa, tem um quarto só pra ela e por isso não devemos prever um canil? Pergunte! E ainda externalize a sua segunda profissão, a do psicanalista, capaz de interpretar as entrelinhas. As vezes o que eu falo não quer dizer o que de fato quero.

O principal objetivo do briefing não é traçar o perfil do usuário, e sim traçar o perfil daquele projeto para aquele usuário. Vamos a um exemplo. A Fernanda é uma pessoa calma, serena, de bem com a vida, tem muitos amigos e adora a sua profissão. Como seria a casa da Fernanda? Não sei, não consegui identificar pois falei da Fernanda, e não das relações dela com a sua casa. Vamos mudar. Pergunte como é a rotina desse usuário, quais são as pessoas que frequentam a casa, se possui empregada, se essa empregada dorme na casa ou não, se tem jardineiro, se tem cachorro e como vive esse cachorro, se é ela que limpa a casa, se faz comida ou almoça fora, se recebe muitos amigos ou poucos, etc. E agora, como seria a casa da Fernanda? Em um panorama geral, podemos identificar que essa casa deverá ser flexível, espaçosa, prática e funcional.

Para o Arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a arquitetura é a satisfação de necessidades e desejos. E quem os interpreta? O arquiteto. Porém, nem as necessidades particulares e sobretudo as necessidades do coletivo são frutos da construção do arquiteto, não são invenções da arquitetura e sim da política e da cultura. Se exemplificarmos com a falta de escolas, hospitais, etc., esclarecemos muito bem esse paralelo. Deixo aqui então uma reflexão do escritor alemão Goethe que diz que “arquitetura é música congelada”. E você, o que entende sobre isso?

POR ONDE EU COMEÇO?Do começo, como dizem por aí. Desde que iniciei a lecionar em meados de 2016, identifiquei durante o ...
04/12/2018

POR ONDE EU COMEÇO?

Do começo, como dizem por aí.

Desde que iniciei a lecionar em meados de 2016, identifiquei durante o desenvolvimento das disciplinas de Projeto Arquitetônico, que boa parte dos alunos, para não generalizar, não sabia como dar início ao projeto. Alguns começavam diretamente pela planta baixa, outros pelo desenho no sketchup e poucos se concentravam em tirar a ideia da cabeça e colocar no papel com um simples lápis e um traço. O que eu mais vi foram pesquisas direcionadas no google, como por exemplo “residência de dois andares”. Até mesmo a simplicidade do papel e do lápis se torna difícil quando não temos a real noção do que queremos e de como iremos alcançar o objetivo daquele projeto arquitetônico, nem mesmo o arquiteto mais reverenciado saberia.

Juntamente a problemática encontrada em sala de aula, as únicas referências acadêmicas que eu tive enquanto aluna de arquitetura e urbanismo na graduação, também não respondiam às minhas inquietações e deixavam cada vez mais em evidência uma agonia e quase dor ao me deparar com o ensino da disciplina e sobretudo ao dar início a um novo projeto.

Todos nós temos mestres ao longo da vida, profissionais os quais admiramos muito, os quais seus trabalhos nos servem de referência e até como inspiração. E as perguntas e indagações são sempre as mesmas. “Como ele conseguiu fazer isso? Quando crescer eu quero ser como ele. Como não pensei nisso antes?”. Entre esses e outros questionamentos, a minha maior certeza era de que deveria existir um caminho mais fácil do que o das pedras para fazer um bom projeto. E que um bom projeto não é aquele feio ou bonito, e sim aquele que te faz sentir bem em um determinado lugar, que te remete a todo tipo de memória, que te abriga e te faz querer ficar. Aquele que trará sensações, cheiros, ruídos ou muito silêncio. É aquele que te faz querer voltar.

Hoje, eu iniciarei um novo projeto. O que poderia me trazer dor e incômodo ao não achar a luz divina da inspiração e da criatividade, hoje faço com muita certeza e satisfação pois, enfim, achei a resposta daquela pergunta lá no início, por onde eu começo? Pelo cliente.

E assim darei início a um projeto engavetado há mais de um ano, enquanto assessorava um dos meus alunos em seu trabalho final de graduação. Com o objetivo maior de compartilhamento de informações para acadêmicos, professores, clientes e amigos, irei tratar, em uma sequência de postagens, conteúdo sobre metodologia e processo de projeto como um dos caminhos a serem percorridos ao longo do desenvolvimento de projeto, dando embasamento, referências, conceitos e respondendo adequadamente a todas as análises e condicionantes observadas durante o processo. Sintam-se à vontade, estamos começando.

Hoje entregamos mais uma obra, uma sala comercial em um dos melhores pontos da nossa cidade.Um projeto pequeno, cuidado ...
12/07/2018

Hoje entregamos mais uma obra, uma sala comercial em um dos melhores pontos da nossa cidade.

Um projeto pequeno, cuidado nos detalhes, que gerou uma valorização muito boa do próprio imóvel e dos imóveis ao redor.

Uma coisa nós temos certeza, seja próprio ou locado, queremos trabalhar em um ambiente agradável e que nos faça sentir bem. Foi muito legal fazer esse projeto, nosso cliente é dos melhores.

Obrigada a todos que fizeram parte dele.

01/06/2018

Nosso escritório gostaria de informar que a partir de hoje estamos de casa nova!

Estamos agora em novo endereço:
Av. Barão do Rio Branco, n.300 - sala 102.
Telefone comercial: 3561.7111
Das 9:00 às 12:00 - 13:30 às 18:30hrs

Agradecemos a todos pela caminhada até agora.

Endereço

Avenida Barão Do Rio Branco, 275/sala 202
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