16/04/2026
Um dia de imersão no universo do couro, daqueles que expandem o olhar e f**am na bagagem pra vida.
Visitamos o Grupo Minuano e pudemos entender, de perto, a dimensão e a complexidade de grande curtume, com uma operação que transforma cerca de 4.000 peles por dia em um material nobre, durável e cheio de história.
O que mais me marcou foi compreender o couro desde a sua origem: um subproduto da indústria alimentícia que, sem esse processo, seria descartado. No curtume, ele passa por um tratamento que transforma um material orgânico em um revestimento resistente, atemporal e aplicável em diversas escalas, inclusive na arquitetura.
Entre processos, texturas e técnicas, foi incrível entender as diferenças: abrir ou fechar poros, trabalhar com ou sem pelos, tingimentos, acabamentos mais naturais ou mais industriais. Cada escolha interfere diretamente no resultado final, e isso muda completamente a forma como especif**amos.
E talvez o mais bonito de tudo: nenhuma peça é igual à outra. Assim como a nossa pele, o couro carrega marcas, histórias, imperfeições que o tornam único.
Também impressiona o ciclo completo: o que não é utilizado retorna à natureza como adubo, e os pequenos retalhos seguem para outras indústrias, mostrando que existe um cuidado real com o reaproveitamento e com o impacto ambiental.
No cenário global, a arquitetura ainda representa uma pequena fatia no uso do couro, em primeiro lugar vem a moda e depois a indústria automobilística, mas depois de um dia como esse, f**a ainda mais claro o potencial desse material nos nossos projetos.
Obrigada ao pela recepção e carinho, e a pelo convite, e ao grupo incrível que tornou a experiência ainda mais rica.
Repertório que vira projeto.