07/05/2026
Dizem que a gente nunca volta o mesmo depois de uma viagem, Eu, acredito que ela só revela oque a nossa alma já está querendo colocar para fora e é por isso que vou começar com nosso último passeio.
Chegamos a 5.036 m de altitude, surpreendentemente eu respirava bem, os meus dedos das mãos eram o problema, estavam pretos.
Esse ponto era o mais alto e com a melhor visão, mas em meio ao frio, aos floquinhos de neve e a neblina era impossível saber onde estava a montanha colorida… Sentamos ali, nós, duas lhamas e outros turistas na esperança do sol chegar…
Nesse momento, só era possível ouvir a respiração pesada, um silêncio absurdo, e por algum instantes pensei oque eu estou fazendo aqui? Mas não havia vazio e surpreendentemente nem decepção por chegar tão alto e não poder ver a tal montanha.
Ficamos um tempo ali até que a gente entendeu que o tempo não ia mudar, surpreendentemente nos demos as mãos e descemos em paz.
Voltamos pelo mesmo caminho da subida, só que esse não era o caminho certo da volta… Andamos pelo menos 15 minutos a mais ( oque é bastante coisa nessa altura) e chegamos na parte baixa da montanha e dali a gente conseguia ver a silhueta da montanha…
Ficamos mais um tempo ali para descansar, e surpreendentemente a neblina começou a sair, surpreendentemente réstias de sol, a montanha majestosa revelando suas cores que são derivadas da mistura de 14 minerais, na nossa frente.
Me dei conta que aquela mágica acontecendo era APENAS a cereja do bolo, não me reconheci… é que alguma coisa maior tinha acontecido lá em cima.
Decidimos descer já estava suficiente para nós, agradeci o sol que não abriu por completo, nos despedimos da montanha, e de uma parte de nós que surpreendentemente não existia mais;
e o topo seguiu nublado.