20/04/2019
E hoje é dia... É dia do índio.
“Nesta época de crise e transição, necessitamos resgatar as nossas raízes culturais, pois elas contêm a seiva do nosso porvir. O resgate das culturas ancestrais é um dos pilares do paradigma transdisciplinar, que permite um diálogo aberto, plural, rigoroso e respeitoso entre ciência e as tradições espirituais ancestrais, e isso se mostra fundamental, pois o que se encontra em jogo é o futuro da novas gerações. Precisamos ouvir não apenas as vozes dos cientistas, mas também aquelas dos portadores das profundezas sabedorias da Terra, guardiões de uma ética natural da sustentabilidade do Planeta.” Roberto Crema, reitor da Unipaz.
E assim, hoje gostaria de relembrar duas pessoas que são referências pra mim que, de certa forma resgatam esta cultura.
Kaká Werá, índio Tapuia, escritor e empreendedor social que através de seus livros e vivências, transmite sua sabedoria da tradição tupi-guarani com profundidade e riqueza.
E Marcelo Rosenbaum, designer e arquiteto, que através de processos de imersão em comunidades carentes (aqui o exemplo da aldeia indígena Yawanawá), desbrava a sua essência e assim, tira partido para o design de produtos que retornam recursos para essas comunidades.
Fonte : http://rosenbaum.com.br
Foto 1, 2 e 3 : fonte http://rosenbaum.com.br/projetos/yawanawa/colecao-a-forca-da-floresta/
Foto 2 : (Jiboia G) Criado com a intenção de representar um dos animais mais sagrados e de maior sabedoria segundo os Yawanawá. Foi tecida uma malha de miçangas com 2,20m de comprimento e 0,80m de largura com uma estampa de tons degradê de azuis, verdes e marrons representam mirações recebidas pelos Yawanawá através de rituais sagrados.
Foto 3 : (Jiboia P) Uma trave de Pupunha (madeira típica da região) esculpida a mão é o suporte deste Kenê de Luz. Onze Jibóias de miçangas de aproximadamente 1,20m penduradas nesta trave conferem a esta peça a atmosfera e o movimento deste réptil na floresta. A estampa simboliza a cabeça e o corpo da jibóia.