01/09/2025
Modernismo sob pressão: um decreto para reviver estilos clássicos?
Hoje, foi anunciado um novo mandato presidencial que exige que os projetos de edifícios federais nos EUA, especialmente em Washington D.C., adotem estilos clássico ou tradicional — como neoclássico, gótico, românico, espanhol colonial ou regional — com o argumento de restaurar “dignidade, vigor e estabilidade” ao espaço público. Designs modernos, brutalistas ou desconstrutivos agora deverão passar por revisão direta com o governo.
Essa ordem renova uma tentativa anterior de 2020, revogada por Biden em 2021, porém agora reforçada e com um tom mais amplo   . O governo identif**a o período modernista, iniciado nos anos 60, como “desconectado do gosto popular”. Críticos, em contrapartida, alertam que impor um estilo oficial pode tolher a liberdade criativa, ignorar o valor da inovação, da sustentabilidade e da cultura contemporânea.
Eles decretam. Nós, arquitetos e amantes do urbano, sabemos: arquitetura não se impõe, ela emerge — de processos coletivos, contextos históricos, culturais e sociais em constante imbricamento.
Isso é muito mais que estética: é sobre quem decide o que é belo, quem molda o espaço público e até que ponto o Estado pode impor cena arquitetônica. A arquitetura não surge por decreto, nem reflete apenas gostos — ela é expressão de processos culturais dinâmicos.
Enquanto alguns veem nesse movimento um retorno à “grandeza estática”, outros enxergam um freio perigoso à inovação, à pluralidade e à identidade local.
você?
A arquitetura deve obedecer a um estilo obrigatório — mesmo que clássico — ou ser a tela viva de uma sociedade em transformação?
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