19/01/2023
O urbanismo é o modo de viver nas cidades e a arquitetura serve ao bem estar das pessoas.
Mas como de fato é na grande maioria das aglomerações humanas que habitamos?
Alta concentração de pessoas e consequentemente veículos na área determinada como central, onde está a maior parte do aparato público e privado que é utilizado por uma parcela privilegiada da população, enquanto a outra parte trabalha para manter a engrenagem e mora na periferia.
Gasto energético altíssimo para resfriar ou aquecer as edificações com apelo estético em primeiro lugar, desprezando o que se entende por conforto.
Não há incentivos nem mecanismos para recolhimento da água da chuva, seguidamente enfrentando secas e falta de água, um paradoxo ainda fadado ao risco de enchentes.
Muito pouco se resolve do lixo gerado, que é imenso, direcionamos para buracos e vamos rolando o problema mais para frente, já que não podemos importunar as grandes indústrias poluidoras.
Não se cogita resolver o esgoto individualmente, o que desafogaria as estações e reponsabilizaria cada cidadão pelo cuidado com os nossos rios e oceanos...
E o que então poderíamos ser enquanto cidades sustentáveis?
Poderíamos ter edificações termicamente confortáveis, o que minimizaria o gasto energético. Combinadas com telhados que captassem água da chuva e com sistemas de reuso e tratamento. Em uma cultura que sabe da responsabilidade de manejar o lixo, fechando ciclos com compostagem e destinando corretamente para recicladoras. Lotes munidos de sistemas simples e individuais de tratamento de esgoto doméstico. E entre várias outras atitudes e ferramentas que podemos utilizar para ter cidades sustentáveis, também podemos rever a funcionalidade dos materiais que utilizamos nas habitações.
Como nessa foto, onde a fachada de vidro voltada a oeste praticamente impedia que se visse o semáforo em determinado momento da tarde de uma grande cidade no RS, imagina a quantidade necessária de energia para resfriar os espaços no verão?
Mas para quem a arquitetura e o urbanismo servem mesmo?