16/05/2025
alguém mais assistindo Vale Tudo?
no primeiro mês de Alícia, diante da minha nova função de vaca leiteira, passei a assistir uma novela que estava em alta, Beleza Fatal (Lolover com muito orgulho!). a novela acabou, com um grande final (só discordo de uma única decisão do autor), e ressuscitou em mim a noveleira que eu não era há muitos anos.
não tenho mais certeza em que momento, se no meio de Beleza Fatal ou antes de começar Vale Tudo, vi um trecho de uma entrevista da Fernanda Torres (divaaaa) dizendo justamente como as novelas, principalmente nos anos 70 e 80, forma importantes para que o brasileiro se visse, se admirasse, se ouvisse em português.
e realmente, eu havia esquecido como foi importante ver tanta novela.
alguns anos atrás até levei isso pra terapia (RISOS) como eu tava com saudade de assistir produções brasileiras, de ver o nosso jeitinho, de me identificar com personagens que vivem em casas como as nossas, vidas como as nossas, em famílias como as nossas, com problemas e alegrias que só quem é brasileiro reconhece.
e eis que veio mais esse presente aí, Vale Tudo, um grande sucesso que, curiosamente, estreou no ano em que eu nasci, está sendo readaptada no ano em que minha filha nasceu.
e já estou completamente envolvida com a história! pra finalizar a propaganda da novela (kkkkk), tá cheia de boas falas (saudades Rubinho) e grandes atuações.
dito isso (eu sou do prólogo né gente, falo mais que o homi da cobra), eu estou adorando os temas abordados: regularização de guarda e pensão, direitos da criança, tráfegos de animais, tudo que passa pela ética, que é o grande mote da novela.
dentro disso, no núcleo que fala dos problemas da exploração dos animais, da ausência da severidade na legislação, apareceu uma fala que tem tudo a ver com meu trabalho.
"chega dessa coisa de plantar o que a gente NÃO come".
quem já foi ou é meu cliente, sabe que eu sempre insiro uma horta, frutíferas, e tenho como premissa que o jardim seja admirado com proximidade, pra tocar, comer e não só admirar.
esse conceito de jardim comestível tem tudo a ver com esse pensamento de conexão ao contrário do jardim intocável e distante.
por muitos jardins comestíveis!