06/10/2021
ARQUITETURA NÃO É SÓ ESTÉTICA!
A maneira como olhamos para o mundo é subjetiva, logo, não existe uma solução arquitetónica que responda às necessidades de todas as pessoas. Mesmo assim existem maneiras tangíveis de promover uma arquitetura com foco no bem-estar.
Dickson , acredita que a arquitetura tem o poder de promover um senso de presença,
forçando os seus utilizadores a prestarem atenção ao ambiente imediato ou simplesmente
desaparecer em segundo plano para permitir que se abstraiam do quotidiano. Deste modo o
lugar influencia emoções, que controlam nossas vidas e também podem afetar o
comportamento.
Segundo Dickson (2018), uma arquitetura focada no mindfulness, não se limita aos espaços
destinados às necessidades da meditação, mas procura trabalhar todo o espaço arquitetónico
com o intuito de criar um ambiente ideal para o indivíduo se sentir presente.
Esta nova ideia de arquitetura deve ter em conta certas características fundamentais ao nosso
bem-estar, sendo um dos aspetos mais importantes para um espaço consciente o contacto com os elementos naturais.
Edward Wilson sugere que os seres humanos possuem uma tendência inata de procurar conexões com a natureza. Assim o aumento da presença da natureza pode de fato afetar o desenvolvimento da personalidade de um indivíduo como um todo.
Para a Dra. Yoko Kawai, professora na Yale School of Architecture, o mindfulness japonês tem
como base a ligação entre corpo, mente e espaço. A nossa mente não assume uma forma física,
mas o espaço como elemento físico tem a capacidade de a influenciar através do corpo que
serve de intermediário.
O corpo não apenas vê o espaço, mas sente através de todos os sentidos, comunica essas sensações à mente e ao mesmo tempo a mente ganha uma perceção do espaço e transmite-a ao nosso corpo, através de descargas de hormonais.
-inpirado pelo artigo "bem-estar na natureza – A
Importância da arquitetura" da UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR