02/12/2017
Conheça os diferentes tipos de lâmpadas e qual economia oferece cada uma delas
Lâmpadas incandescentes deixarão de ser produzidas e vendidas
Desde o dia 30 de junho de 2013, lâmpadas incandescentes de uso geral com potências entre 61 e 100 watts, que não atendam a níveis mínimos de eficiência energética, deixaram de ser produzidas e importadas no Brasil. A restrição consta da portaria n° 1007, de 31 de dezembro de 2010, que visa a minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica e o impacto na demanda de ponta. Esse tipo de lâmpada deve ser substituído por lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs), halógenas, ou mesmo as de LED.
No caso das lâmpadas de 60 watts, a data limite para fabricação e importação é 30 de junho de 2014 e a de comercialização se encerra em 30 de junho de 2015. A substituição desse modelo, usualmente adotado nas residências brasileiras, por uma unidade eficiente de 15 watts pode garantir durabilidade de até seis anos no uso da lâmpada.
Trocas de lâmpadas – Segundo a designer de interiores Cláudia Bergamasco, atualmente, cerca de 140 milhões de lâmpadas incandescentes com potências entre 61 e 100 watts são comercializadas por ano no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) estima que 40% deste total são produzidas no Brasil, sendo o restante importado.
A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil está sendo feita de forma gradativa e de acordo com a potência das unidades. As mudanças começaram em 30 de junho de 2012, com as lâmpadas de potência igual ou superior a 150 watts. O processo de substituição deve se encerrar em junho de 2017, com a participação de unidades com potência inferior a 25 watts.
Economia – Estimativas do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) mostram que, se todas as lâmpadas incandescentes com potência entre 61 e 100 watts, utilizadas em residências, fossem substituídas simultaneamente por unidades fluorescentes compactas, a economia resultante seria de aproximadamente 2,2 bilhões de kWh por ano. Esse volume equivale ao consumo residencial de uma cidade como Recife (PE), em dois anos.
Já a substituição por equivalentes de LFC proporcionaria uma economia de 75% de energia. Enquanto as incandescentes com potências entre 61 e 100 watts duram cerca de 750 horas, uma LFC pode durar entre 6.000 e 8.000 horas.
Tipos de lâmpadas – Lâmpada incandescente – apresenta filamentos metálicos que emitem luz ao serem aquecidos. Trata-se da opção mais antiga e continua sendo adotada por causa de sua iluminação quente e amarelada, com reprodução de cor próxima à luz da Lâmpada halógena – evolução da incandescente, traz os filamentos dentro de outro compartimento de vidro preenchido com gás halógeno. Tem boa reprodução de cores e melhor durabilidade se comparada à incandescente – dura até 4.000 horas. Possui vários subtipos: dicróica, PAR, AR, palito. Com alto facho luminoso, é mais adotada para iluminação decorativa e de destaque.sol. Custa pouco, porém dura apenas 1.000 horas, aproximadamente.
Lâmpada halógena – evolução da incandescente, traz os filamentos dentro de outro compartimento de vidro preenchido com gás halógeno. Tem boa reprodução de cores e melhor durabilidade se comparada à incandescente – dura até 4.000 horas. Possui vários subtipos: dicróica, PAR, AR, palito. Com alto facho luminoso, é mais adotada para iluminação decorativa e de destaque.
Lâmpada dicróica – mais usada para criar uma luz geral, por ter um IRC (índice de reprodução de cor) alto, é ideal para destacar quadros, ser utilizada em bancada de banheiro e closet, pois as cores ficam puras e vivas.
Lâmpada AR70 – é lâmpada de foco que destaca objetos. Excelente para aparadores e mesa de centro. Por ter tonalidade mais quente, traz aconchego e dá ar dramático ao ambiente.
Lâmpada fluorescente – apresenta gases dentro do bulbo que, na presença de descarga elétrica, produzem luz. Normalmente utilizada em cozinha ou escritório, ganha a vez em projetos residenciais para iluminar sancas ou cortineiros, dando uma luz indireta e agradável para o ambiente. Considerada a mais econômica, tem vida útil de 7.000 a 24 mil horas. As versões compactas de última geração oferecem opções com luzes amareladas e, portanto, mais aconchegantes, desmistificando seu uso apenas em cozinhas e banheiros.
LED – sigla que, em português, significa Diodo Emissor de Luz, sua luminosidade vem da emissão de diodo e possui vida útil de até 25 mil horas. É considerada a lâmpada do futuro não só pela economia de energia como pelas inúmeras possibilidades de composição de cenário. Seu custo, porém, ainda é alto e a capacidade de emissão de luz, baixa. Mas é questão de tempo para esse valor reduzir, segundo especialistas, que destacam a rápida evolução dessa tecnologia.
Atualmente, aparece mais como iluminação de destaque e embutido em armários. Formatos disponíveis: fita, mangueira e lâmpadas de modelos diversos.
Fita de Led – muito utilizada para destacar e criar um charme na marcenaria ou até em sancas. Hoje já existe a fita de led em tom mais quente, ficando mais elegante e sofisticada. Segundo a arquiteta Nicole Gomes, os leds estão chegando com tudo e para ficar, cada vez mais potentes e amarelados e com consumo menor. “Hoje já podemos substituir a dicroica tranquilamente por um led que atenda à mesma especificação. Existem variações nas cores, brilho, potência e podem ser utilizadas em ambientes internos ou externos”, explica.
As fitas de LED proporcionam um ambiente de iluminação agradável, com eficiência de até 80% a mais que as lâmpadas incandescentes, o que resulta em economia e redução drástica na emissão de carbono na atmosfera. Além disso, não emitem radiação UV (ultravioleta) ou IR (infravermelho).
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