03/04/2026
Na Sexta-feira Santa, o CONFRONTO do encontro entre o visível e o INVISÍVEL.
Jesus não foi rejeitado apenas pelo que fez…
mas pelo que desafiou.
Ao confrontar os líderes religiosos de sua época, Jesus expôs uma tensão profunda: eles conheciam as Escrituras, mas não reconheciam o próprio Deus agindo diante deles através do seu corpo físico e fé, não era falta de conhecimento.
Era excesso de rigidez.
Eles esperavam um Messias que coubesse naquilo que já estava escrito, previsto, um ambiente controlado.
Mas Deus se manifestou através de Jesus no inesperado, no SOBRENATURAL.
E isso gerou ruptura, desconforto cognitivo.
Porque o ambiente que eles habitavam baseava em estruturas por certezas, regras e interpretações consolidadas.
Já JESUS OPERAVA em um outro tipo de AMBIÊNCIA:
viva, DINÂMICA, espiritual… onde o invisível precede o visível.
As curas, os milagres, as palavras com autoridade tudo isso não se encaixava no “mapa mental” daqueles líderes.
E quando algo não se encaixa, o cérebro tende a rejeitar… não a expandir.
Antes da cruz. No Jardim das Oliveiras.
Ali, em meio à natureza, ao silêncio e à introspecção, Ele clama. O AMBIENTE ACOLHE A SUA HUMANIDADE: o medo, a angústia, mas também sustenta sua decisão. É um espaço de transição: entre a dúvida e a entrega, entre o peso e o PROPÓSITO.
A crucificação, então, não é só um evento físico.
É a sobreposição de dois ambientes sobre percepção:
o físico, brutal, exposto, incompreendido,
o invisível, firme, CONSCIENTE, alinhado.
E isso ainda ressoa hoje. Em todos os tempos!
Quantas vezes rejeitamos o agir de Deus…não porque Ele não esteja presente,mas porque Ele não está se manifestando dentro do que já conhecemos?
Ambientes moldam percepção.E percepções limitadas não reconhecem o sobrenatural.
Se o nosso olhar está preso apenas ao que já foi escrito,talvez estejamos ignorando o que Deus continua escrevendo.
Porque o divino não se limita ao registro…Ele também se revela na experiência!