02/03/2026
Poucas coisas ainda me dão arrepios. E, com o tempo, essa lista tem f**ado cada vez menor. Acho que isso acontece porque, a cada dia, tenho mais clareza sobre quem eu sou, no que eu acredito e pelo que eu luto. Quando a gente entende o próprio caminho, quase nada desestabiliza.
Eu venho de uma realidade que sonhar nunca foi uma possibilidade. Sonho era luxo, distração. Não cabia na urgência do dia a dia. Por isso, tudo que acontece de especial na minha vida ainda vai para uma caixinha muito específ**a das “coisas surreais”. Como se eu ainda tivesse me beliscando para ter certeza de que é real.
E o mais curioso é que todas essas coisas especiais aconteceram no meu jeito freestyle de ser (intuitivo, atravessado, improvisado, aprendendo no caminho). Aí eu me pego pensando…
Se eu fosse totalmente estratégica, se eu tivesse planejado cada passo, se eu tivesse escolhido agradar em vez de me posicionar onde eu estaria?
será que eu ainda seria eu?
Estar na 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília - DF, como delegada pela Kopa Coletiva, construindo junto com companheiros de luta o Plano Nacional de Desenvolvimento Urbano foi histórico.
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