15/02/2026
Feriado de Carnaval, a cidade bem mais vazia o que permite parar e ser olhadanum curto trajeto de bicicleta.
Em 2025 em função de uma pesquisa pra faculdade acessei inúmeras vezes o Arquivo Histórico do Estado e lá encontrei a certidão de óbito de meu trisavô Noé A. Pereira no ano de 1919. Na certidão indicava o local do óbito: Rua José do Patricinio número tal. Logo fui verif**ar a localização e só encontrei uma nova edif**ação horrorosa e inacabada. Sensação de dscoberta e tristeza.
Desde esse fato passei a olhar pra essa rua de outra maneira. E minha frustração em relação ao fazer e manter cidade só aumenta.
Não estamos melhorando, estamos soterrando. Destruindo vida de bairro, derrubando prédios com interesse Hhstórico, asfaltando bueiros, multiplicando ratos, baratas e violência.
Nada se preserva, como se não houvesse passado pra contar. Não há consistência e aplicabilidade das leis e teorias de preservação de patrimônio arquitetônico. Cadê o bloquinho do IPHAN, IPHAE, EPHAC? Há umentreguismo ao abandono e,consequentemente ao mercado imobiliário levar ao chão e assim construir torres pra um adensamento insustentável pra um bairro que está perdendo suas características dia a dia.
Numa única via - Rua José do Patrocínio- no ano de 2026 esse é um breve registro da situação das edif**ações que DEVERIAM ser preservadas por todos esses órgãos. Deveriam ser ORGULHO do bairro. Deveriam ser balizadores pra construção das diretrizes de preservação do bairro e da cidade.
Sou uma defensora da arte. Mas não consigo concordar que esse tratamento em TODAS AS FACHADAS seja permitido. Cadê a arquitetura, a época, o estilo atrás desse descaso todo? Isso não pode ser permitido, isso é apagamento e não preservação.
Na semana da polêmica da 'derrubada da casa azul da Ramiro' , sim nesta gestão de destruição de tudo que for camadas de tempo, história e qualidade ambiental, f**a aqui o registro de apagamento de uma única via da cidade, o apagamento pelo descaso.
* cabe essa crítica ao entorno do Mercado Público, incêndio em prédio centenário sem preservação da fachada e pintura de edifício de verde limão.
Todo Carnaval tem seu fim.