23/06/2020
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Taciana de Castro é uma mulher que entende sua casa como estrutura viva e reflexo do seu próprio amadurecimento no tempo de vida como mulher. Uma casa que foi se transformando junto com ela. A casa, no começo muito clean – parecia não dizer muito sobre quem morava nela -, até que foi ganhando mais identidade; foi acumulando mais referências dos seus moradores. A casa e eles, passaram então a colecionar histórias, a dizer de si. “Adorava olhar as peças na Fenearte e no Centro de Artesanato de Pernambuco. Ficava encantada, mas sempre era induzida a pensar que ficariam ótimas em uma casa de campo ou de praia, como se a decoração tivesse lugar certo e muitas regras para seguir”, confessa Taciana. Mas ela decidiu romper a “bolha” e passou a colocar em casa peças que dessem conta de suas raízes, lembranças, afetividade e personalidade. A partir daí já tinha um briefing pronto. Junto com a arquiteta Karine Gonçalves, da Ral Arquitetura, surgiu o novo projeto. Uma nova casa para chamar de sua. Mais dessa vez, de corpo e alma. “Não abri mão de escolher as peças que me tocassem, que valorizassem meu Estado; pois se existe uma coisa que tenho orgulho é de ser pernambucana. O difícil hoje é mantê-la com poucos objetos, pois cada dia fico mais apaixonada pelo nosso artesanato. Chegar em casa hoje é ter a sensação de pertencimento. Cada pessoa que entra na minha casa, sabe exatamente quem sou e da onde venho. Esse resultado só foi possível com o artesanato, que tem a capacidade de ser único e fazer parte de um todo, de ser de um artista e ter alma coletiva”, completa Taciana. Como resultado, uma casa que ao fazer bem quem mora nela, tão profundamente assim, faz com que quem chegue sinta-se como ela, à vontade, em casa. ❤️