31/03/2026
No Dia Internacional da Visibilidade Trans, é preciso olhar para as cidades como elas são — e para quem elas insistem em invisibilizar.
O Brasil segue entre os países que mais matam pessoas trans no mundo. A cada ano, os casos de transfeminicídio evidenciam que certos corpos são mais expostos à violência, à exclusão e à negação de direitos. Essa realidade não é dissociada do espaço urbano: ela se expressa nas ruas, nos transportes, no acesso à moradia, ao trabalho e aos serviços públicos.
As cidades ainda são territórios hostis para muitas pessoas trans. A falta de políticas públicas, o apagamento institucional e a ausência de dados oficiais aprofundam a invisibilidade e dificultam a construção de respostas efetivas.
Mas é também nos territórios que emergem resistência, cuidado e transformação. Pessoas trans constroem redes, reinventam espaços e produzem cidade todos os dias — com potência, criatividade e luta.
Falar em direito à cidade é, necessariamente, falar sobre o direito de pessoas trans existirem, circularem e viverem com dignidade.
Sem visibilidade, não há política.
Sem reconhecimento, não há justiça urbana.