Cidade Floresta

Cidade Floresta Fazemos experiências de plantio e compostagem em nosso quintal, que é abraçado por uma mata linda

a sensação de algo que falta pode ser saudade de naturezae se for issonão faltaah de ter uma terrauma fendauma frestaem ...
26/07/2020

a sensação de algo que falta pode ser saudade de natureza
e se for isso
não falta
ah de ter uma terra
uma fenda
uma fresta
em que pode recostar seus pés
raízes

Violência urbana também depende da decadência do solo?

Recebi um e-mail do Ceilão (atual Sri Lanka), essa ilha ao pé da Índia, perguntando: “Violência urbana tem a ver com a decadência do solo?”, e a pessoa pedia: “responda somente com sim ou não”. Considerei a pergunta estranha.

Se alguns playboys incendeiam um índio pataxó no centro de Brasília (Nota: o índio Galdino Jesus dos Santos foi morto em 1997), o que isto tem a ver com os solos compactados no estado de Goiás? Se uns louquinhos fazem racha noturno nas ruas de São Paulo, matando seis pessoas que esperavam na fila do ônibus, o que tem isso a ver com a erosão dos solos paulistas? Se os meninos da favela da Rocinha fazem um arrastão na praia de Copacabana, roubando tudo que podem dos banhistas, o que tem isso a ver com os hard-pans nos solos da baixada fluminense? Ou se traf**antes de dr**as matam concorrentes, ou se funcionários corruptos de alguma repartição pública mandam assassinar alguém como “queima de arquivo”, o que tem isso a ver com as crostas e fendas nos solos de Minas Gerais?

Parece que os asiáticos, na sua mania de meditar, às vezes, chegam a impasses colossais. Mas seria somente isso? Os indianos não dizem: solo doente-planta doente-homem doente? Um solo compactado, encrostado e em desequilíbrio químico comprovadamente não produz plantas sadias. Em um terreno recém-roçado, limpo de capoeira, as plantas crescem exuberantes. Tão exuberantes que, por exemplo, o algodão atinge 2 metros de altura, mas não floresce. Também o arroz, quando é exuberante, não produz grãos. Por isso, sempre se planta o milho como primeira cultura, já que ele suporta os solos ricos demais especialmente em nitrogênio, e isso ficou tão comum que o milho recebeu o nome de “roça”, quer dizer, o que se planta depois de roçar.

Cana-de-açúcar plantada em terreno recém-roçado produz facilmente 120t/ha. E nenhuma cultura num solo recém-roçado e fértil é atacada por uma praga ou doença. Por isso os índios caiapós ou os ribeirinhos plantam somente um ano, depois abandonam o terreno para que seja recuperado. Assim, colhem bem sem qualquer problema fitossanitário.

O solo é recuperado pela vegetação nativa, a capoeira, é sadio e cheio de vida. Mas, com os anos, a material orgânica se gasta, os agregados decaem, os poros (especialmente os macro poros ou poros de aeração) desaparecem, e os nutrientes se esgotam, especialmente os menores (micronutrientes), a adubação mineral com apenas três elementos (NPK) desequilibra os outros, que a planta também retira do solo, esgotando-os. As plantas são mal nutridas e f**am doentes porque não conseguem produzir as substâncias que deveriam produzir de acordo com seu programa genético. Muitas substâncias f**am no meio do caminho, inacabadas.

E quando se plantam monoculturas, para facilitar a mecanização, muitos micróbios morrem e somente alguns poucos, que a monocultura pode nutrir, sobrevivem. Instala-se uma vida estranha e unilateral. E as plantas doentes são atacadas por pragas e doenças. Dizem que falta o “inimigo natural” mas o que falta é a biodiversidade. O solo está doente agora e as plantas também estão.

As plantas doentes, tanto faz se com parasitas por combater ou com parasitas já combatidos, produzem colheitas de valor biológico muito baixo. Faltam a elas muitas substâncias que deveriam ter, como proteinas, vitaminas, hormônios, enzimas, ácidos graxos de alto peso molecular, açúcares múltiplos, como sacarose em lugar de glicose, substâncias aromáticas, flavonas e outras. Os produtos não têm odor e sabor, são insípidos e, além do mais, pouco nutritivos. Mas os seres humanos não têm mais escolha e precisam comer o que lhes oferece porque o que interessa não é a produção de alimentos sadios mas de lucros, especialmente para a indústria, tanto de insumos, sobretudo de agroquímicos, como a de beneficiamento e transformação. O homem é, em parte, superalimentado, mas, mesmo assim, mal nutrido e muitas pessoas estão simplesmente famintas. As doenças, tanto as infecciosas, inclusive as viróticas, como as degenerativas, aumentam ano a ano, e a falta de leitos hospitalares é crônica. Mas também as doenças dão lucro para a indústria.

Solo doente-planta doente-(animal doente)- homem doente. E num corpo doente não pode morar uma alma sadia. E essa alma doente, para criar bons consumidores, ainda é submetida a uma lavagem cerebral e espiritual incessante. E as almas, já doentes pela alimentação pouco nutritiva, agora também estão completamente vazias. Isso resulta em s**o e violência de todo tipo.

Respondi ao e-mail com um SIM.

Texto retirado do site de Ana Primavesi:
https://anamariaprimavesi.com.br/

Foto: Luiz Prado.

23/04/2020

Cipó que liga os postes é caminho prum mundo que sempre esteve aqui!

Dúvida alguma que o caminho é também plantar muita floresta! Viver floresta! Construir floresta! Ser a floresta!!!
31/03/2020

Dúvida alguma que o caminho é também plantar muita floresta! Viver floresta! Construir floresta! Ser a floresta!!!

06/01/2020



*INSCRIÇÕES ABERTAS!*
Que tal começar o ano colocando as intenções para os seus desejos?!
A celebração é uma momento de reconhecer os aprendizados que vc teve durante o ano e agradecer por eles. E com essa energia olhar para o que melhorar e o que deixar ir, sonhar novos sonhos e intencioná-los para o próximo ano!
Vamos celebrar juntxs?
Inscrições na bio!









As transformações da flor da cenoura continuam... Os raios de sol da folhas se encolheram, os buquês com suas flores vão...
19/11/2019

As transformações da flor da cenoura continuam... Os raios de sol da folhas se encolheram, os buquês com suas flores vão ganhando força...

Como f**a a natureza em um contexto planetário marcado por intensas transformações?O que pode ser considerado natureza e...
11/11/2019

Como f**a a natureza em um contexto planetário marcado por intensas transformações?
O que pode ser considerado natureza em um mundo em que tudo o que existe foi influenciado pelo homem?

Geralmente, costumamos definir a natureza como algo intocado pela humanidade. Assim, tudo o que é natural f**a longe e inacessível, apartado de nós.

Mas e se pensarmos a natureza como qualquer lugar onde a vida floresce, onde há múltiplas espécies vivendo juntas, onde há variedade de cores, onde há vida abundante?

De repente, há natureza em todos os lugares.
Nós que, de alguma forma, esquecemos como vê-la!

O que dizer dos parques, das praças, do quintal da sua casa, dos terrenos baldios, dos riachos urbanos, das árvores que estão nas ruas?

No lugar da natureza intocada, surge a necessidade da natureza tocada. A gente precisa tocar a natureza. Quem sabe assim a gente se toca?

How do you define "nature?" If we define it as that which is untouched by humans, then we won't have any left, says environmental writer Emma Marris. She urges us to consider a new definition of nature -- one that includes not only pristine wilderness but also the untended patches of plants growing....

Fiz esta espiral de plantas há mais ou menos um ano na casa do querido Mauricio Tavares. Ele tinha um manjericão em um v...
02/10/2019

Fiz esta espiral de plantas há mais ou menos um ano na casa do querido Mauricio Tavares. Ele tinha um manjericão em um vasinho que tava de dar dó... e ele tinha vontade de plantar mais uns temperinhos. Fizemos a estrutura de tijolos e enchemos de terra, composto de minhoca e folhas secas. De lá pra cá, as plantas cresceram muito, deram flores e até sementes! O manjericão e o alecrim se transformaram em arbustos.Também chegaram novos moradores! Olha só um grilo em um ramo de cebolinha florido!!! Olha a flor da cebolinha!!! Tem também um bichinho curioso nas folhas do boldo... e as abelhas adoram as flores do manjericão. Impressionante o tanto de vida que nasce em um pouquinho de chão. 🐝🌿🍃

09/09/2019
CIDADE-FLORESTAQuando olhamos ao nosso redor, vemos plantas brotando em cantinhos e rachaduras de concreto, árvores cres...
06/09/2019

CIDADE-FLORESTA
Quando olhamos ao nosso redor, vemos plantas brotando em cantinhos e rachaduras de concreto, árvores crescendo para além dos muros, das calçadas e dos fios elétricos e, quando nos distraímos um pouquinho, musgos e limos despontam entre os azulejos de nossos banheiros.

Mesmo que a gente pise, corte, arranque e esfregue, tudo subexiste e tornará a brotar, não importa quantas vezes for cortado! A cidade é a floresta! E ela pode ser vista em todo lugar.

Em alguns, a floresta brota de rachaduras e germina em toda a terra que estiver aparente, até mesmo em um pedacinho bem pequeninho! Em outros, ela existe ainda mais exuberante e em constante transformação.

Há cantinhos pulsantes de floresta pulsante em todo lugar. Em alguns, podemos ouvir os grilos e, com sorte, receber a visita de pequenos saguis.

Aos poucos, começamos a fazer alguns experimentos de compostagem e plantio. Isso tudo encheu o nosso coração de alegria e f**amos com vontade de compartilhar com mais gente.
Chega mais! Vamo simbora! Se embolá com as plantas e pisar descalço no mundo!

05/09/2019
Esse caroço acabou f**ando por aqui, exposto ao tempo, ainda não germinou, mas formou essas ranhuras, que parecem rios, ...
05/09/2019

Esse caroço acabou f**ando por aqui, exposto ao tempo, ainda não germinou, mas formou essas ranhuras, que parecem rios, trilhas, caminhos, como se fosse um microcosmo, uma minimontanha de aventurinhas.

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São Paulo, SP

Telefone

11981076444

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