10/05/2026
Leia a legenda. 🤍
Aos 23 anos, recém-formada em arquitetura, me tornei mãe. Não depois de consolidar uma carreira ou de me sentir pronta. No início de tudo.
Valentina nasceu um ano após eu me formar, quando eu ainda estava entendendo meu lugar no mundo profissional. Pouco tempo depois, Gabriela chegou. Duas filhas em um intervalo de apenas um ano e oito meses… e uma pergunta que atravessa a vida de tantas mulheres: é possível crescer profissionalmente sem abrir mão da maternidade?
Hoje eu posso dizer: sim, é possível.
A maternidade não foi uma pausa na minha trajetória. Foi um ponto de partida mais exigente, mais sensível e mais potente. Eu diminuí o ritmo, mas nunca parei. Trabalhei meio período, reorganizei minha rotina, estive presente na vida das minhas filhas, mas segui estudando, trabalhando e construindo.
Entrei em uma pós-graduação com uma filha de colo e grávida da segunda. Concluí com um bebê nos braços. Não porque era fácil, mas porque entendi muito cedo que não poderia abandonar minha própria construção.
A independência financeira que construí ao longo dos anos foi o que me permitiu fazer escolhas importantes: recomeçar, mudar de cidade com minhas filhas pequenas e construir minha trajetória em São Paulo.
Ser mãe também transformou profundamente minha forma de trabalhar. A arquitetura deixou de ser apenas estética e passou a ser vivência. Passei a projetar não apenas espaços, mas experiências de vida.
Hoje, aos 36 anos, lidero meu escritório, coordeno minha equipe e sustento minha trajetória com autonomia. Ao mesmo tempo, faço questão de estar presente na vida das minhas filhas.
Existe uma narrativa de que filhos são um obstáculo para o crescimento profissional. Eu acredito exatamente no contrário.
Filhos são impulso. São motivação. São propósito.
São elas que me fazem querer crescer mais, estudar mais e construir mais.
Se eu pudesse deixar um conselho para outras mulheres, seria esse: não abandonem a si mesmas. Ajustem o ritmo, busquem apoio, reorganizem a vida, mas não parem.
No fim, a maternidade não me afastou de quem eu poderia ser.
Foi exatamente o que me levou até lá.
Gratidão a Deus por tudo! 🙌🏻🌹
Com amor,
Juliana Cascaes