07/12/2020
Ninguém te conta, mas o caminho até o tão sonhado diploma é cruel (ainda que você seja um grandíssimo privilegiado)!
Chegando na reta final, no ritmo de mais de 10h sem parar na frente do computador (EU só funciono com a corda no pescoço), eu consigo olhar para essas fotos e pensar: “Minha filha, se orgulhe e agradeça, todas as pessoas e acontecimentos da sua vida foram fundamentais pra você estar aqui”!
E eu aprendi muito: comendo marmita no meio da obra e ouvindo as histórias de vida de outras pessoas, a roupa suja por ter ajudado a pegar material ou sentar no chão, o cabelo em coque (Ok, eu uso assim em qualquer situação) por estar totalmente sujo de toda poeira possível, sair com mil bolsas para levar a minha casa junto comigo, agradeço aos meus antigos chefes, colegas de trabalho e consequentemente de futura profissão.
NÃO, eu nunca tive vergonha! Andava de ônibus, metrô, SALVADOR CARD? (Meu fiel escudeiro, gratidão!), de segunda a sexta era impossível me ver de cabelo limpo.
Mas, eu nunca tinha ânimo pro happy hour, nem vontade de me arrumar quando a tão sonhada sexta feira chegava. Pra mim, era cama e ponto. E não, eu não me importava em perder qualquer evento. Afinal, nesse processo eu precisei aprender a dizer não, sem me importar.
Eu só quero te dizer que se você também está nesse processo, tome o seu tempo, ele é seu! Comprometa-se, abra mão, dê passos, respire, se precisar: tire um tempo e respire, ria na felicidade, chore na tristeza. Você não é o primeiro, o único e nem o último.
Mas, passa.
E TEM que passar.
O caminho não é fácil, e eu só consigo te dar um conselho: Se você não fizer nada por você mesmo, NINGUÉM vai. 💪🏻