20/05/2026
CASA DA MULHER INDÍGENA
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Em formas circulares, a arquitetura desenha um abraço contínuo. No centro, o terreiro pulsa como o coração da Casa, um espaço sagrado que irradia a espiritualidade e o encontro.
Deste núcleo, a volumetria ganha vida. Como um organismo que escuta a terra, o projeto nasce do princípio de adaptar-se à diversidade dos territórios sem perder a sua identidade.
Assim, o projeto desdobra-se: da essência do Modelo de Referência, cria raízes no solo do Cerrado e flui em harmonia com as águas da Amazônia. Esse respeito estende-se à matéria, abraçando o uso de materiais locais e técnicas construtivas que dialogam com a cultura, a disponibilidade e a logística de cada região.
A Casa também é um colo, um acalento. Um ventre seguro e acolhedor onde as mães indígenas e as suas crianças encontram refúgio, escuta e proteção.
Colocando-se como uma ponte suave entre o institucional e o ancestral, a arquitetura oferece a flexibilidade necessária para incorporar múltiplos saberes. Isso garante que cada implantação da CAMI seja única, reconhecível e apropriável pelas mulheres que a habitam.
🥈 2º Lugar no Concurso Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI)
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