23/07/2015
O mercado moveleiro é uma cadeia relativamente simples da origem da matéria-prima ao produto final comercializado. À grosso modo temos a extração da madeira, a tranformação em chapas e pranchas, os fabricantes de acessórios e acabamentos, o fabricante do móvel propriamente dito, o varejista, a montagem e o consumidor final.
Observando de maneira fragmentada, constatamos que a grande maioria deste mercado, o grande volume de vendas, concentra-se na produção e comercialização de móveis convencionais.
Chamamos de móveis convencionais os móveis seriados produzidos em lotes (larga escala). Com o objetivo de atingir uma produtividade satisfatória e portanto a redução dos custos de fabricação, tais móveis possuem um modelo previamente definido e uma engenharia específ**a de construção e montagem.
Quando pensamos em escala, obviamente que falamos de móveis populares de uma maneira mais abrangente. Isto porém nào poderia signif**ar uma qualidade insuficiente. Na verdade entendemos que existem especif**ações de menor exigência e materiais menos nobres utilizados na produção dos móveis convencionais.
Entretanto existe um padrão mínimo admissível (nem sempre respeitado) que precisa garantir a chegada do móveis em prefeitas condições no local de montagem. Temos visto produtos fabricados com baixa resistência superficial devido a situações extremas na tentativa de redução dos custos de acabamento. Outro fator recorrente é a qualidade questionável de algumas embalagens que não conseguem assegurar a integridade do produto até seu destino.
O lojista que comercializa os móveis convencionais preocupa-se com o custo de aquisição, porém nem sempre é capaz de adotar procedimentos técnicos de aquisição capazes de garantir um produto que embora econômico, assegure as características necessárias relacionadas à qualidade. Também não possui uma equipe que avalie rotineiramente a qualidade do produto recebido. Costuma dizer que o primeiro lote é bom e depois a qualidade decai.
Como se todo este questionamento não bastasse, temos na sequência uma lógica danosa com rrelação aos móveis seriados de baixo custo. Considerando que a margem de rentabilidade é reduzida, acaba-se utilizando profissionais também de baixo custo, muitas vezes montadores de móveis despreparandos. Nem tanto despreparados para a montagem em si, mas na verdade sem recursos técnicos para contornar e resolver os pequenos problemas técnicos que certamente encontrarão no local da montagem.
A montagem de móveis convencionais torna-se então um desafio nas maõs de montadores que não possuem recursos para pequenos retoques ou ferramentas adequadas para as mais inusitadas situações, que vão desde a ausência de uma furação até a possivel medida menor de um fundo de gaveta. Os problemas passam ainda por peças ausentes, riscos, lascados e tantos outros.
Os móveis convencionais precisam de muitos cuidados, sobretudo na questão da embalagem. Em diversas situações (e aqui f**a difícil citar um percentual), os móveis já chegam na casa do cliente com algum tipo de avaria, que pode ser desde uma porta riscada até a ponta de uma lateral danif**ada.
O montador de móveis convencionais torna-se então um profissional fundamental, na medida em que quanto maior sua qualif**ação, tanto menor o retorno dos produtos do cliente. Mas isto exige um outro esforço, ser capaz de manter uma equipe treinada e motivada!
Sucesso a todos!