30/09/2015
LAGARTAS NAS PALMEIRAS
É comum moradores urbanos queixarem-se de ocorrência de lagartas nas palmeiras de seus jardins. Pragas estas que na maioria das vezes tratam-se das espécies Brassolis sophorae ou da Brassolis ostira, as mais comuns que atacam as palmeiras, embora existam outras.
Frequentemente somos solicitados para combater esta praga. Porém as pessoas dão-se conta da presença das lagartas quando estas começam a deslocar-se pelas paredes, muros e pisos, causando-lhes arrepios, repúdios e medo. A princípio, estas espécies não são perigosas, não são urticantes, nem causam queimaduras. Na verdade elas começam a deslocar-se porque se encontram no final de sua fase larval, fase esta que dura de 50 a 90 dias e estão em busca de abrigos para se fixarem e iniciarem uma nova fase, a fase de crisálida, que dura em média de 11 a 15 dias e daí atingir a fase adulta, ou seja, para tornarem-se borboletas, fase em que ocorre o acasalamento e posteriormente a postura dos ovos, e assim, iniciarem um novo ciclo de vida. Após a postura, a eclosão das novas lagartas leva de 20 a 25 dias.
Estas lagartas possuem hábito noturno, ou seja, elas alimentam-se atacando as folhas durante a noite e durante o dia escondem-se, abrigando-se em ninhos coletivos nas bases das folhas, na roseta folhar da palmeira.
O combate das lagartas deve ocorrer no início da fase larval aplicando-se produtos químicos ou biológicos e para tanto, deve-se observar com frequência as plantas, e assim que notarmos os primeiros danos nas folhas, inicia-se o combate para interromper o ciclo de vida da praga.
Portanto, não espere pelo momento em que elas estejam se deslocando pelas paredes e muros, para buscar ajuda. Neste momento o melhor combate é a catação manual, recolhendo-se as larvas e matando-as por esmagamento ou jogando-as no fogo para assim interromper-se o ciclo e, consequentemente, futuros ataques e a presença tão indesejada desta praga.
José Mariano R. Perobelli
Eng. Agrônomo