29/03/2026
Há estruturas que pertencem ao tempo.
Outras, pertencem à memória.
A plataforma marítima de Xangri-Lá sempre foi mais do que um avanço sobre o mar, foi um lugar de encontro, de pausa, de horizonte. Sua ausência não deixou apenas um vazio físico, mas um silêncio na paisagem da cidade.
A proposta nasce como um gesto de reconexão.
Não se trata de reconstruir o que foi, mas de transformar o que restou em algo ainda mais significativo.
Um percurso que avança sobre o oceano como um convite, caminhar sem pressa, sentir o vento, ouvir o ritmo das ondas, perceber o tempo desacelerar.
A nova plataforma se desenha como um jardim sobre o mar. Entre madeira, vegetação e luz, surgem espaços de estar, de encontro e de contemplação. Pequenas pausas ao longo do caminho se abrem como respiros, praças suspensas onde a cidade encontra o infinito.
Aqui, o cotidiano ganha outra escala. O simples ato de caminhar se transforma em experiência. O horizonte deixa de ser apenas paisagem e passa a ser presença.
Um lugar que não pertence apenas à arquitetura, mas às pessoas.
Um lugar onde o mar volta a ser vivido.
Onde a cidade volta a se encontrar consigo mesma.