João Mendes Ribeiro Arquitecto, Lda

João Mendes Ribeiro Arquitecto, Lda [email protected]

João Mendes Ribeiro nasceu em Coimbra em 1960. Em 2006 foi distinguido pela Presidência da Republica com a Comenda da Ordem do Infante D.

Arquitecto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (1986), onde lecionou entre 1989 e 1991. Doutorado em Arquitectura, especialidade Teoria e História, pela Universidade de Coimbra, 2009. Professor Associado no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. No mesmo Departamento, entre 1991 e 1998, foi assistente do Professor Arquitec

to Fernando Távora. O seu trabalho foi objecto de várias publicações nacionais e internacionais, em países como a Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Hong Kong, Hungria, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, México, Peru, República Checa, Reino Unido, Rússia, Suíça e Tailândia. Destaca-se ainda a publicação de 8 monografias sobre o seu trabalho: “João Mendes Ribeiro, Obras e Projectos 1996/03” (ASA, 2003), “Stop and Start Again” (XM, 2003), “JMR 92/02, Arquitectura e Cenografia” (XM, 2004), “Arquitecturas em Palco” (Instituto das Artes/Almedina, 2007), “João Mendes Ribeiro”, colecção “Arquitectos Portugueses” (Quidnovi, 2011), “João Mendes Ribeiro, Projectos”, Archinews 34 (Archi&Book´s, 2016), “João Mendes Ribeiro/2003-2016” (Uzina Books, 2016) e “Uma Casa Feita de Pequenos Nadas”, colecção “A Casa de Quem Faz as Casas” (Cardume Editores, 2017). Participou em inúmeras exposições, de entre as quais se destacam a Representação Portuguesa na Mostra Internacional da 9.ª e 10.ª edição da Bienal de Veneza de Arquitectura, em 2004 e 2006, a 11.ª Quadrienal de Cenografia e Arquitectura de Praga em 2007 e a 7.ª Bienal de Arquitectura de São Paulo em 2007. Reconhecido com diversos prémios e distinções, a nível nacional e internacional, entre os quais se destacam: Prémio Architécti, 1997 e 2000 (Lisboa); Highly Commended, AR awards for emerging architecture, 2000 (Londres); Prémio Diogo de Castilho 2003, 2007, 2011 e 2017 (Coimbra); Prémio FAD 2004 na categoria Interiorismo e Prémio FAD 2016 na categoria Arquitectura (Barcelona); Gold Medal for Best Stage Design, 11th International Exhibition of Scenography and Theatre Architecture – Prague Quadrennial 2007 (Praga); IV Prémio Enor, na categoria Portugal, 2009 (Vigo); Prémio BIAU, Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo, 2012 (Cádiz) e 2016 (São Paulo); RIBA Award for International Excellence 2016 (Londres); Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2017 (Lisboa); Prémio BigMat 2017 (Luxemburgo). Menção honrosa no Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira - PNAM 2013, Lisboa e Menção Honrosa no Prémio IHRU 2015 e Prémio Nuno Teotónio Pereira 2017. Nomeado para o DOMUS International Prize for Restoration and Preservation 2017 e European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies Van Der Rohe Award 2001, 2005, 2011, 2013 e 2015 (Barcelona); seleccionado no European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies Van Der Rohe Award 2001 e 2015 (Barcelona); finalista da II e IV Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Engenharia Civil, 2000 e 2004 (Cidade do México e Lima); finalista dos Premis FAD d’Arquitectura i Interiorisme, 1999, 2001, 2002, 2004, 2006, 2012, 2016, 2017 e 2018 (Barcelona); finalista do Prémio Enor, 2009 , 2011, 2014 e 2017 (Vigo); finalista do Prémio BigMat International Architecture Award 2017, do 2017 AZ Awards for Design Excellence e do RIBA International Prize 2016 (Londres). Recebeu, em 2007, o prémio AICA da Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura, atribuído pelo conjunto da sua obra. Henrique. João Mendes Ribeiro was born in Coimbra in 1960. Graduated from the Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, where he also taught between 1989 and 1991. He took his PHD in Architecture from Universidade de Coimbra, in 2009, in the field Theory and History. He has been teaching Architectural Design in the Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra since 1991, where was the assistant of Professor Architect Fernando Távora between 1991 e 1998. His work has been widely published, both in national and international publications, in countries such as Argentina, Austria, Belgium, Brazil, Bulgaria, Canada, Chile, China, Colombia, Czech Republic, Denmark, France, Germany, Greece, Holland, Hong Kong, Hungary, Italy, Japan, Lithuania, Luxembourg, Mexico, Peru, Russia, Slovakia, Spain, Switzerland, South Korea, Thailand, United Kingdom and USA. Ten monographs have been published about his work: João Mendes Ribeiro, Obras e Projectos 1996/03 (ASA, 2003), Stop and Start Again (XM, 2003), JMR 92/02, Arquitectura e Cenografia (XM, 2004), Arquitecturas em Palco (Instituto das Artes/Almedina, 2007), João Mendes Ribeiro, collection “Arquitectos Portugueses” (Quidnovi, 2011), João Mendes Ribeiro, Projectos, Archinews 34 (Archi&Book´s, 2016), João Mendes Ribeiro/2003-2016 (Uzina Books, 2016), Uma Casa Feita de Pequenos Nadas, collection “A Casa de Quem Faz as Casas” (Cardume Editores, 2017), João Mendes Ribeiro. Architettura intempestiva (editora Libria, 2021) and Drawing as mediation.The Roman Baths of São Pedro do Sul by João Mendes Ribeiro (editora edarq, 2021). He took part in a large number of national and international exhibitions, including the Portuguese Representation at the 9th and 10th Venice Biennale, in 2004 and 2006; the 11th Prague Quadrennial of Performance Design and Space, in 2007; and the 7th São Paulo Architecture Bienal, in 2007. His work has been awarded national and internationally, with prizes such as the Architécti Prize 1997 and 2000, Lisbon; Highly Commended, AR awards for emerging architecture, London, 2000; Diogo de Castilho Prize 2003, 2007, 2011, 2017 and 2021, Coimbra; João Almada Prize 2021 (Porto); FAD Award 2004 in the Interior Design category and FAD Award 2016 in the Architecture category (Barcelona); AICA Award 2007; Gold Medal for Best Stage Design, 11th International Exhibition of Scenography and Theatre Architecture – Prague Quadrennial 2007, Prague; Ibero-American Architecture and Urbanism Biennial VIII BIAU 2012 (Cadiz) and X BIAU 2016 (Sao Paulo); RIBA Award for International Excellence 2016 (London) and the nomination for the European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies Van der Rohe Award 2001, 2005, 2011, 2013, 2015 and 2022, Barcelona; Urban Rehabilitation National Award 2017 and 2021, Lisbon; BigMat Award 2017 (Luxembourg); XII Architecture Secil Award 2020 (Lisbon). Honorable mention in the National Prize for Architecture in Wood - PNAM 2013 (Lisboa), in the IHRU 2015 and 2017 Prize and in the Urban Rehabilitation National Award 2021. Shortlisted for the DOMUS International Prize for Restoration and Preservation 2017 and the European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies Van der Rohe Award in 2001 and 2015 and finalist in the II and IV Ibero-American Architecture and Civil Engineering Biennial, in 2000 and 2004 (Mexico City and Lima), in the Premis FAD 1999, 2001, 2002, 2004, 2006, 2012, 2016, 2017 and 2018 (Barcelona), in the Enor Prize 2009, 2011, 2014 and 2017 (Vigo), in the BigMat International Architecture Award 2017, in the 2017 AZ Awards for Design Excellence and RIBA International Prize 2016 (London). He received, in 2007, the AICA Award for Visual Arts and Architecture given by the International Association of Art Critics and the Portuguese Ministry of Culture, assigned by his body of work. In 2006 he was distinguished with the Comenda da Ordem do Infante D. Henrique by the President of Portugal.

Conferência de João Mendes Ribeiro amanhã, dia 06, às 14h na UBI
05/05/2026

Conferência de João Mendes Ribeiro amanhã, dia 06, às 14h na UBI

21/04/2026

Imagem, poder e ruína na encenação de António Pires. Um Lear à Altura da História

13/04/2026

𝗔𝘂𝗹𝗮 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮 da unidade curricular 𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 𝟭 [MIArq] com 𝗝𝗼ã𝗼 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗥𝗶𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼, arquiteto e professor, intitulada '𝘾𝙖𝙨𝙖𝙨. 𝙈𝙤𝙙𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙃𝙖𝙗𝙞𝙩𝙖𝙧'.

𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲, 𝟯.ª 𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝟭𝟭𝗵𝟬𝟬
— Auditório Fernando Távora

+ info https://s.up.pt/diul

13/04/2026

A 𝗥𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗠𝗔 convida o arquiteto e cenógrafo 𝗝𝗼ã𝗼 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗥𝗶𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼 e o fotógrafo de arquitetura 𝗣𝗮𝘂𝗹𝗼 𝗖𝗮𝘁𝗿𝗶𝗰𝗮 para uma conversa, a partir das suas perspetivas e das suas vastas experiências no campo da reinterpretação da arquitetura e do território, no âmbito de uma sessão de 𝗖𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 integrada na 𝗠𝗔 𝗩𝗜𝗜𝗜 – (𝗥𝗲)𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿.

Este encontro, que terá lugar no dia 𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹 (𝘁𝗲𝗿ç𝗮-𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮), à𝘀 𝟭𝟯𝗵𝟯𝟬, 𝗻𝗼 𝗟 — 𝗕𝗮𝗿 𝗱𝗮 𝗔𝗘𝗙𝗔𝗨𝗣, propõe criar um diálogo entre diferentes abordagens ao espaço arquitetónico.

Entrada livre.

07/04/2026

O novo edifício de cinco pisos da Critical Software, erguido na histórica Coimbra Editora, começa a definir uma nova silhueta na Baixa de Coimbra, cumprindo o prometido: transformar o antigo espaço “numa celebração do conhecimento e da relação do conhecimento com a tecnologia”. A intervenção, que combina a reabilitação do emblemático edifício de 1932 com uma nova construção anexa, avança a bom ritmo desde dezembro de 2024. .

Ler mais em: https://www.asbeiras.pt/edificio-da-critical-software-ja-marca-paisagem-da-baixa-de-coimbra/

11/02/2026

HABITAR PORTUGAL 1974-2024
Exposição de Arquitetura Contemporânea Portuguesa
Centro de Arquitetura - Garagem Sul, Centro Cultural de Belém, Lisboa

Inaugura amanhã, 11 de fevereiro, quarta-feira, às 19h00, no MAC/CCB, a exposição HABITAR PORTUGAL 1974-2024. Aqui se vão apresentar 100 obras de arquitetura que traçam um olhar panorâmico sobre o último quartel do século XX e o primeiro do século XXI, selecionadas por uma equipa curatorial diferenciada nas suas experiências, quer profissionais, quer geográficas, constituída por Alexandra Saraiva, Célia Gomes e Rui Leão.

A exposição propõe, assim, uma leitura crítica do papel da arquitetura na construção do país democrático, convidando o público a refletir sobre o significado contemporâneo de habitar em Portugal, reconhecendo a arquitetura como veículo cultural e político, cívico e essencial para um futuro mais qualificado e consciente do território e dos seus recursos.

Patente ao público até 26 de abril, esta iniciativa da Ordem dos Arquitectos organizada em parceria com o MAC / CCB - Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura conta com o apoio da Fundação Marques da Silva, de cujos arquivos saíram conteúdos documentais relativos a obras de Fernando Távora, José Carlos Loureiro, Adalberto Dias, Alcino Soutinho, Raúl Hestnes Ferreira, Alfredo Matos Ferreira, GPA (Maurício de Vasconcelos e Luiz Alçada Baptista), Contemporânea (Manuel Graça Dias e Egas José Vieira), José Forjaz ou Adalberto Dias.

Lançado em 2013, o projeto HABITAR PORTUGAL visa promover a partilha e a divulgação da arquitetura portuguesa contemporânea junto do grande público.

+ info: https://www.ordemdosarquitectos.org/noticias/noticia-188

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11/02/2026

Exposição Habitar Portugal, organizada pela Ordem dos Arquitectos, é dedicada ao período que vai de 1974 à actualidade. Para ver até 26 de Abril.

09/02/2026

Em dia de aniversário de Bartolomeu Costa Cabral: 𝘷í𝘳𝘶𝘴 𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘲𝘶ê𝘯𝘤𝘪𝘢𝘴 e a videoconferência de João Mendes Ribeiro

Quando a pandemia se instalou, em 2020, Bartolomeu Costa Cabral tinha 91 anos e ainda era um arquiteto ativo, no que à prática de projeto e acompanhamento de obras se refere, mesmo tendo, no ano anterior, tomado a decisão de encerrar o seu mítico atelier da Rua da Alegria e de doar à Fundação Marques da Silva o acervo profissional até então reunido. Curiosamente, voltara a trabalhar em obras iniciais, decisivas para o seu percurso e muito amadas, como era o caso do Bloco das Águas Livres ou da Escola do Castelo, ambas em Lisboa, ambas, agora, com o apoio seguro do arquiteto Rui Mendes. Mas o confinamento imposto chegou, a um primeiro tempo e a uma escala planetária, acompanhado de um abrandamento do tempo e de muitas angústias e incertezas sobre o que a ele se seguiria. A Bartolomeu Costa Cabral aconteceu-lhe seguir o conselho de quem bem o conhecia e, assim, começar a escrever um diário a que deu o nome de 𝘷í𝘳𝘶𝘴 𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘲𝘶ê𝘯𝘤𝘪𝘢𝘴. Não se impôs uma obrigatoriedade de escrita quotidiana nem um objetivo preciso. Aquele seria um espaço de liberdade, num exercício que, acabaria por reconhecer, lhe trazia um “efeito benéfico”.

Na realidade, entre os cadernos de apontamentos pertencentes a este Arquiteto, que hoje se encontram em arquivo, na Fundação Marques da Silva, anteriores à pandemia, mas próximos daqueles anos, percebe-se que a prática da escrita mais discursiva e literária se ia começando a insinuar, a ganhar forma, pois entre anotações e desenhos onde domina a Arquitetura como interesse maior (da sua prática à formação de novos arquitetos), por lá vão surgindo pequenos textos que dão conta desse seu lado mais filosófico, introspetivo e reflexivo, onde um fluxo bem estruturado de palavras podia organizar as suas ideias. Quer estes cadernos, quer o diário, encontram-se sob reserva, por enquanto indisponíveis para consulta livre, dada a inevitável necessidade de proteger o teor mais intimista de algumas das suas passagens. No fundo, um diário não deixa de ser um diálogo consigo mesmo, não iniciado, à partida, a pensar na esfera pública. Porém, hoje, em dia de aniversário, foi tomada a decisão de partilhar, não só a existência destes escritos (anteriormente conhecidos somente num circuito familiar), como transcrever um pequeno excerto do caderno que vai de 17 de abril de 2020 a 5 de maio de 2021. Uma decisão justificada pelo facto de esse breve extrato do Diário revelar não só essa dimensão menos conhecida de Bartolomeu Costa Cabral, como, sobretudo, a lucidez do seu olhar, a sua permanente atenção e compromisso com o tempo em que vive e o seu campo de ação, a capacidade nunca perdida para se deixar sempre surpreender, entusiasmando-se com tudo aquilo em que acreditava poder ser um caminho de verdade, alinhado com os seus ideais.

Os textos que preenchem o referido Diário (de um total de 3 cadernos, assim identificados), abordam os temas mais variados, que tanto podem ir da política nacional ou mundial ao relato de comuns situações do dia-a-dia, passando pelas grandes questões existenciais que o assaltam. No entanto, sempre imbuídos de um sentido maior que os enquadre e transforme em rampas de lançamento para reflexões que vão adquirindo um tom filosófico, epistemológico, espiritual, até mesmo poético, sobre a Humanidade e a sua História, sobre a vida, sobre a sua vida e a consciência da inevitável proximidade da morte, sobre a moral, sobre a arquitetura, sobre o devir do mundo e mesmo sobre o acto da escrita em si. Nunca através de um olhar demasiado sentimental, nunca com revolta, muito pelo contrário. Estes são os pensamentos de um homem tranquilo, que gosta da casa em que vive, que reconhece ter tido uma vida plena, senhor de um sentido analítico orientado por uma positividade quase desconcertante, guiado por uma clara racionalidade, mas a deixar espaço para afirmar que o Amor é uma necessidade da vida e que continua utopicamente a acreditar no ser humano e na possibilidade de construção de um mundo mais harmonioso, a uma escala universal. E, para si, a Arquitetura era essencial nesse processo, a Arquitetura era um meio privilegiado de criar bem-estar, de cuidar das pessoas que a habitam, para além de que deveria ser “indispensável que o nosso trabalho esteja contido na nossa alegria de viver”.

O diário fixa as as palavras de um humanista, que se vai questionando e que se coloca a si próprio e às suas opções em confronto, através de registos contemplativos que são também os de quem pretende manter-se ativo, atuante e, sem perder o chão, consciente das linhas orientadoras dos valores que o definem. Por isso, num gesto que se prolonga ao longo de vários momentos de escrita, nele foi também resgatando memórias e registando referências, com citações e remissões a nomes que foram sendo presenças estruturantes do seu universo ético pessoal num processo de procura que faz questão de manter em aberto, para continuar sempre a rever ou consolidar o seu posicionamento: E. Rogers, Nuno Teotónio Pereira, Nadir Afonso, Álvaro Siza… ou Lucrécio, Seneca, Tagore, Camões, Espinoza, Montaigne, Fernando Pessoa, Tolstoi, Rosselini, António Damásio, François Cheng, Miguel Esteves Cardoso, Julião Sarmento...

Dessa pulsão da escrita e do olhar tão generoso quão analítico de Bartolomeu Costa Cabral é, como já referido, exemplar a entrada correspondente ao dia 6 de maio, uma quarta-feira, anotação escrita em contínuo e praticamente sem correções, após ter assistido a uma videoconferência de João Mendes Ribeiro sobre Património Industrial. Como prometido, aqui se deixa a sua transcrição.

«4.ª feira – 6 maio
Passei uma manhã muito interessante a assistir a uma vídeo-conferência sobre Património Industrial e sua recuperação para outros usos que me deu um grande prazer e esperança no futuro da Arquitectura. Foi a apresentação de dois trabalhos do arquitecto João Mendes Ribeiro, a Casa das Caldeiras em Coimbra e o Centro de Artes Arquipélago em São Miguel - Açores. Há muito tempo que não via obras de Arquitectura tão extraordinárias pela inteligência, cultura, rigor e qualidade profissional, ao mesmo tempo com uma grande modéstia e atenção aos materiais e processos construtivos, e com enorme respeito pela pré-existência tratando-se de uma recuperação de uns edifícios existentes, a que se acrescentaram novos edifícios, criando uma nova realidade.
É uma arquitectura de verdade ao contrário da atitude corrente, cenográfica e pretensiosa de grande parte das obras que se fazem hoje em dia.
Não podemos esperar que tudo tenha esta grande qualidade, mas pode servir de exemplo, mostrar o caminho para uma prática responsável às novas gerações dos alunos e arquitectos de modo a transformarmos este nosso mundo tão castigado em algo mais harmonioso, não só fazendo bem o novo e respeitar as condições ambientais, como corrigir o que tem sido mal feito, que é muito e vai levar centenas de anos ou milhares dada a sua extensão.»

Bartolomeu Costa Cabral nasceu a 8 de fevereiro de 1929. Faria hoje 97 anos.

𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘢 𝘧𝘰𝘵𝘰𝘨𝘳𝘢𝘧𝘪𝘢: Bartolomeu Costa Cabral, Atelier da Rua da Alegria (Lisboa), fotografado por Christian Rimelen, 15 de julho de 2014.

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Desejos de boas festas da equipa João Mendes Ribeiro Arquitecto LdaSeason's Greetings fromJoão Mendes RibeiroCatarina Je...
23/12/2025

Desejos de boas festas da equipa João Mendes Ribeiro Arquitecto Lda

Season's Greetings from

João Mendes Ribeiro
Catarina Jegundo
Célia Marina
Cristiana Correia
Filipe Catarino
Gustavo Cardoso
Joana Brandão
João Fôja
Marcelo Chiamulera
Rossella Conversano
Sabina Karamehmedoviƈ

20/11/2025

É já amanhã que 𝗝𝗼ã𝗼 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗥𝗶𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼 apresenta na FAUP a conferência '𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝗰𝘁𝗼 𝗲 𝗠𝗲𝗺ó𝗿𝗶𝗮', a realizar-se às 18h30, no Auditório Fernando Távora. Entre os projetos em análise estará a Casa em Ourense, na Galiza.

A sessão integra o ciclo promovido pelo 𝗖𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼𝘀 𝗔𝘃𝗮𝗻ç𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼 𝗔𝗿𝗾𝘂𝗶𝘁𝗲𝗰𝘁ó𝗻𝗶𝗰𝗼 — 𝗖𝗘𝗔𝗣𝗔.

𝟮𝟭 𝗻𝗼𝘃., 𝟭𝟴𝗵𝟯𝟬, 𝗔𝘂𝗱𝗶𝘁ó𝗿𝗶𝗼 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗧á𝘃𝗼𝗿𝗮 - 𝗙𝗔𝗨𝗣
— entrada livre, limitada à lotação do auditório.

+ info https://s.up.pt/au5s

Foto | João Mendes Ribeiro, Casa em Ourense, Galiza, 2025 © José Campos

Endereço

Rua De Tomar, 1, Esq
Coimbra
3000-401

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00

Telefone

+351239833763

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